21 de novembro de 2018
“Ainda assim me levanto”: SONIA GOMES na Casa de Vidro

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Resultado da Parceria entre o MASP e o Instituto Bardi, exposição da artista mineira,
em cartaz no Museu, abre no próximo sábado, dia 24 de novembro às 11h, na
icônica residência dos Bardi, a Casa de Vidro, com obras inéditas, conectando dois importantes projetos da arquiteta Lina Bo Bardi na cidade.

No ano em que completa 70 anos, Sonia Gomes (Caetanópolis, MG) ganha sua primeira
monográfica simultânea em dois espaços culturais assinados por Lina Bo Bardi: o MASP e a
Casa de Vidro, que desafiam a artista a dialogar com a arquitetura modernista.

Única brasileira convidada para a 56ª Bienal de Veneza de 2015, curada por Okwui Enwezor,
Sonia Gomes iniciou sua carreira aos 45 anos e aos 60 encontrou reconhecimento e hoje em
está em plena atividade.

Ainda assim me levanto é o título escolhido pela artista para a exposição, em referência ao
poema “Still I Rise”, de Maya Angelou, escritora e ativista estadunidense reconhecida por sua
luta em favor dos direitos civis, sobretudo para os negros e as mulheres e consolida, ao lado de
Rubem Valentim, o ciclo de histórias afro-atlânticas, eixo curatorial do museu em 2018.

O caráter inédito da exposição vai além de novos trabalhos, encontra-se na escolha de um dos
materiais com o qual ela decidiu trabalhar: a madeira. As esculturas e instalações executadas
comumente em tecido envolvem peças de mobiliário ofertados à artista ou encontrados ao
acaso– são bordadas com minúcia.

“Retalhos e também objetos, outrora úteis e depois fadados ao descarte, manipulados
manualmente, constituem matéria de poesia nos trabalhos de Sonia Gomes”, afirma Amanda
Carneiro, supervisora de mediação e programas públicos do MASP e curadora da exposição
nos dois espaços.

“Ao utilizar materiais ligados ao universo doméstico, a artista lhes confere novos significados;
eles passam a questionar e, ao mesmo tempo, reafirmar o que se atribui a uma produção
feminina, mais ainda, os limites nem sempre explícitos entre arte e artesanato, sublinhando as
falsas premissas que distinguem esses campos –dissolução também proposta pela própria Lina
Bo Bardi”, completa Amanda.

Vale lembrar a exposição A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016 (concebida pela arquiteta
junto com Pietro Maria Bardi, Glauber Rocha e Martim Gonçalves) apresentada em 1969 e reencenada em 2016 e que contrastava com o acervo de arte europeia do MASP. Seu fazer elabora-se em diferentes camadas, cores e texturas e cria uma densidade delicada e,simultaneamente, vigorosa.

Com os novos trabalhos, sua produção encontra a rigidez e o caráter sólido do tempo
impregnado nos troncos e galhos, em uma referência à ideia de raiz. Segundo Amanda, se até
então sua obra lidava com os vestígios da presença afetiva de vida nos tecidos e nos objetos,
ao manipular lembranças e recordações, Gomes agora mergulha na longa duração da
natureza.

A exposição permitirá ao público uma aproximação com as obras da artista a partir da
concepção articulada de uma arte que, como prática, é capaz de semear e apontar questões
ligadas a tridimensionalidade, ao volume, ao equilíbrio e a materialidade do têxtil e da
madeira, bem como sobre repetição, duplicação, sobreposição e alternância das formas –
todos parâmetros importantes nos trabalhos da artista.

Sonia Gomes nasceu em Caetanópolis, cidade mineira que foi importante polo de produção
têxtil no Brasil e que a conectou, desde muito cedo, a diferentes tipos de tecido com os quais
gostava de brincar. A artista, embora muito habilidosa em tecer, nunca chegou a aprender
técnicas formais de costura. Por outro lado, sempre interferiu em suas próprias roupas e
objetos pessoais a partir do trabalho com os tecidos. Formou-se em Direito e advogou até
quitar a compra do apartamento onde morava em Belo Horizonte, quando passou a dedicar-se
exclusivamente ao que chamava de “suas coisas”: bijuterias, desenhos e trabalhos em tecido.
Ao voltar para o Brasil, depois de uma estadia nos Estados Unidos nos anos 1990, Gomes
matriculou-se em um curso de pintura.

Na Escola Guignard frequentou uma série de cursos livres no decorrer da mesma década,
tendo aulas com nomes como Pedro Augusto e Sara Ávila. Foi a partir daí que começou a se
entender e reconhecer como artista. Sua primeira exposição Pinturas, em 1994, foi realizada
na Casa de Cultura Sete Lagoas, em Minas Gerais. Dez anos depois, expôs suas obras em um
antiquário e galeria de Belo Horizonte –à época, já se dedicava às obras em tecido.
Em 2008 passou a ser representada por uma galeria e, desde então, a produção de Sonia
começou a circular em exposições pelo Brasil e no circuito internacional. Participou, em 2013,
da mostra A nova mão afrobrasileira, com curadoria de Emanoel Araujo, no Museu Afro Brasil
e, em 2015, do 19o Festival de arte contemporânea Sesc_VideoBrasil: Panoramas do Sul e da
56a Bienal de Veneza, All the World’s Futures.

Histórias afro-atlânticas. A exposição ocorre em um ano inteiro dedicado às trocas culturais
em torno do Atlântico, envolvendo África, Europa e Américas -que inclui mostras individuais de
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, Maria Auxiliadora e Emanoel Araujo, que ocorreram
no primeiro semestre, a coletiva Histórias Afro-atlânticas, realizada no segundo semestre, e as
exposições de Lucia Laguna e Pedro Figari, programadas para dezembro.

A Artista também se apresentou no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, com a
exposição monográfica “ A Vida Renasce, Sempre”, entre os meses de agosto a novembro deste ano, que resultou em catálogo em parceria com o MASP, lançado na abertura da exposição em São Paulo.

Serviço
Casa de Vidro
Abertura: 24 de novembro de 2018
Visitação: 29.11.2018 à 24.02.2019
Dias: De quinta sábado (exceto 30.11 e 1 de dezembro)
Horários: 10h, 11h30, 14h e 15h30 – visitas guiadas
Local: General Almerio de Moura 200 – Morumbi – São Paulo
Ingressos: R$ 30,00 (entrada inteira) e R$ 15,00 ( meia-entrada)
Limite de 15 pessoas por visita. Recomenda-se chegar com 10 minutos de antecedência.
Informações: www. instituobardi.org

Imprensa Casa de Vidro: Compor Comunicação

MASP
Abertura 13 de novembro de 2018
Visitação: de 13.11.2018 a 10.03.2019
Local: Masp - Primeiro subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30);
Terça-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$35 (entrada); R$17 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.

Lei de incentivo: Proac-SP
Patrocínio:
Governo do Estado de São Paulo, Itaú, Vivo e Trench, Rossi e Watanabe
Imprensa MASP
Espaço 2 Comunicação Simon Widman – simon.widman@esp2.com.br Amanda Viana --
amandapratoviana@gmail.com MASP -- imprensa@masp.org.br www.masp.org.br
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Contato

Visite a Casa de Vidro

Informações:
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Sugestões:
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Rua General Almério de Moura, 200
05690-080 - São Paulo / SP - Brasil

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